segunda-feira, 12 de maio de 2008

Redes Sociais e Relações Públicas

Os Blogs vêm demonstrando um papel muito relevante sobre a imagem das organizaçoes. Estando a par, ou não, do que é comentado nos blogs, eles fazem parte da vida da empresa e podem ser considerados uma ameaça, na medida em que críticas e boatos podem ser facilmente disseminados, mas também podem ser utilizados à favor da instituição, aumentando as possibilidades de comunicação com o público. O rastreamento do que o consumidor está pensando e dizendo, pode auxiliar numa atuação mais ágil, para preservar a imagem da empresa. (http://www.unirevista.unisinos.br/_pdf/UNIrev_Carvalho.PDF)

Um exemplo que lembro agora foi a promoção "Vidão Melitta", onde os blogueiros comentaram em massa sobre a falta de informções e esclarecimentos sobre a promoção por parte da empresa. Essa repercussão comprometeu muito a imagem da Melitta com o público, que sentiu-se desrespeitado. Entre justificativas e esclarecimentos, ficou claro que a empresa errou ao ignorar a importância da internet no contexto: ver em Impressaõ Digital.

FOI NOTICIADO NO BLOG!

Ainda não estão claro pra mim as relações entre blogs e notícia, mas é fato que cada vez confio mais e leio mais o que é escrito em blogs jornalísaticos. Entretanto, admito que a credibilidade da maioria deles é questionável e entendo que muitos desses "blogs jornalísticos" sejam considerados "blogs informativos", como é colocado no artigo de apoio que a Gisele indicou: "Deu no Blog jornalístico: é notícia?".
No artigo, eles são considerados informativos, porque não há obrigação nenhuma de que o blogueiro siga regras jornalísticas, ou cheque as informações que emite em diferentes fontes. Apesar disso, muitas informações emitidas podem resultar em notícia, como classifica o artigo e, na minha opinião, muitas delas podem ser confiáveis.

Concordo que esse novo modo de relação entre a notícia e o leitor modificará as outras mídias, mas não acredito que esse processo desencadeará, como tem se polemizado, o fim do jornal impresso. Apesar da grande popularização da internet, ainda é privilégio de poucos, já que oferece a notícia "gratuita" mediante a presença de um computador e de um provedor (distante da realidade da maioria). Além do mais, por quesões culturais e pessoais, não quero o fim do jornal impresso! Acho que isso não vai acontecer (pelo menos não tão cedo), mas percebo que mudanças serão necessárias para que o novo público (habituados com a informação pela internet) seja conquistado. Como primeira mudança do jornal impresso, aguardo - ansiosamente - as publicações em papel digital.